Blogging

Desde 2007 eu quero escrever, e publicar, a questão é que sempre tenho expectativas altas e ultimamente penso que blogs só servem pra vender alguma coisa, como um negócio mesmo. Mas os blogs que curto ler, ou que mais curtia, pois parece que os blogs também mudaram e tiveram um ciclo fechado, são blogs honestos de pessoas a fim de falar, de coletar impressões e dividir isso com um público indistinto, que não se sabe quem são. Se eu fosse vender um serviço ou produto, teria maior clareza desse “com quem eu falo”. Mas não é isso. Meu blog que ser um rascunho, uma busca, um espaço de integração e organização de interesses. Não só algo intelectual, nem somente frívolo.

Coectar, coleções de idéias, a quilt.

Ontem o dia foi uma derrota, passei o dia me sentindo vencida, já chegando a campo tendo perdido. Hoje, não. Apesar da gripe, acordei e tomei um banho, um ato simples como esse, às vezes impossível de ser fazer quando o objetivo é vestir duas crianças de até  3 anos pra escola. Mas tomar um banho, água quente, acordar antes das outras pessoas, se preparar…o valor da preparação… vesti uma enquanto a outra ainda dormia, e depois…consegui chegar no trabalho 9h!

cacos

QUINTA

Depois de tantos anos escrevendo nesses cadernos comecei a me perguntar em que tempo verbal devo situar os acontecimentos. Um diário registra os fatos enquanto acontecem, não os recorda nem os organiza narrativamente. Tende à linguagem privada, ao idioleto. Por isso, quando alguém lê um diário encontra bloqueios de existência, sempre no presente, e só a leitura permite reconstruir a história que se desdobra invisível ao longo dos anos. Os diários aspiram ao conto, e nesse sentido estão escritos para serem lidos (ainda que ninguém os leia).

◊ pinçado da ilustríssima, texto de Ricardo Piglia